Novos estudos mostram que celulares não causam câncer em humanos

Desde a popularização dos celulares, a humanidade se questiona se a radiação emitida por esses dispositivos pode, de fato, causar câncer nos usuários.

Desde a popularização dos aparelhos celulares e smartphones, a humanidade se questiona se a radiação emitida por esses dispositivos pode, de fato, causar câncer nos usuários. E, apesar de vários estudos conduzidos desde então, ainda não se bateu o martelo nessa questão, apesar de que a informação geral diz que o uso de celulares não chegou a ser relacionado com nenhum caso de câncer detectado.

Mas, agora, dois grandes novos estudos foram realizados a fim de determinar, de uma vez por todas, se a radiação desses aparelhos pode, sim, ser relacionada a cânceres em humanos. E a resposta, apesar de dizer que “não”, ainda é controversa.

Um deles, feito no National Institute of Environmental Health Sciences e conduzido pelo pesquisador John Bucher, usou ratos machos e fêmeas, e revelou que os machos foram impactados com a radiação, causando um pequeno aumento em um determinado tipo de câncer cardíaco. As fêmeas não foram afetadas. Contudo, o nível de radiação ao que os animais foram expostos é muito maior do que o emitido pelos smartphones que usamos, e, sendo assim, o pesquisador garante que não há perigo de continuarmos com os celulares coladinhos no ouvido.

Para o Dr. Otis Brawley, diretor médico da Sociedade Americana do Câncer, “a evidência de uma associação entre celulares e cânceres é fraca, e, até agora, não vimos um risco maior de câncer em pessoas”. Mas, para quem segue preocupado com a questão, o médico recomenda usar fones de ouvido para fazer e receber chamadas.

Bucher concorda, pois suas descobertas sobre um tumor raro no tecido nervoso do coração de um dos ratos machos não se traduzem em uma preocupação para humanos. Seu estudo foi realizado a pedido da Food and Drug Administration (FDA – equivalente à Anvisa nos Estados Unidos), que, após os resultados, concluiu que o uso de celulares é seguro, dizendo que “os limites de segurança atuais para celulares são aceitáveis para proteger a saúde pública”.

Nos testes, os ratos foram bombardeados com um nível alto de radiação por nove horas diárias em um período de dois anos. Esse alto nível de radiação somente é experimentado por humanos brevemente, como, por exemplo, quando um telefone com sinal fraco gasta mais energia procurando um sinal mais forte.

Por conta disso, críticos mais ferrenhos da radiação de celulares seguem inquietos, como é o caso de David Carpenter, chefe de saúde ambiental da Universidade Estadual de Nova Iorque. Ele acredita que essa radiação emitida por aparelhos telefônicos “não é tão perigosa quanto cigarros, mas existe um risco real de uso excessivo”.

Sendo assim, oficialmente, a FDA eliminou os smartphones como fatores de risco para cânceres em humanos, mas ainda há quem fique receoso com o uso prolongado e intenso. Se este é o seu caso, você pode reduzir o risco preferindo usar fones de ouvido, conforme recomenda o Dr. Brawley, ou ainda preferir conversar no viva-voz, além de trocar mais mensagens de texto no lugar de chamadas de voz.