Ao menos 700 crianças estrangeiras estão em abrigos nos EUA; dez são brasileiras

Dez crianças brasileiras ainda estão em abrigos nos Estados Unidos após terem sido separadas de suas famílias ao tentar entrar ilegalmente no país.

Dez crianças brasileiras ainda estão em abrigos nos Estados Unidos após terem sido separadas de suas famílias ao tentar entrar ilegalmente no país.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, quatro estão em centros, em Chicago, e seis em Houston.

O Itamaraty disse, em nota, que nas duas últimas semanas 39 crianças foram liberadas e reunidas aos pais ou responsáveis e que outros processos de reunificação familiar estão em fase de finalização.

No entanto, ainda de acordo com a nota, o governo brasileiro não pode obrigar os pais a voltarem ao Brasil com as crianças e a maioria dessas pessoas tem interesse em permanecer nos Estados Unidos, mesmo que tenham que aguardar decisão das autoridades locais.

O governo brasileiro diz que mantém visitas regulares aos abrigos.

Em maio, o governo do presidente Donald Trump adotou a política de “tolerância zero” com os migrantes que tentam atravessar ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos. Enquanto os adultos são presos, as crianças são enviadas a abrigos.

O juiz americano Dana Sabraw, de San Diego, tinha dado prazo até a meia-noite desta sexta-feira (27) para que o governo entregasse os mais de 2.500 menores de idade separados dos pais, na fronteira.

Segundo o governo americano, pelo menos 1.800 crianças foram devolvidas às famílias horas antes do fim do prazo.

Mas ainda existem pelo menos 700 crianças estrangeiras em abrigos norte-americanos. A maioria delas porque os pais já não estão nos Estados Unidos ou porque os genitores renunciaram ao direito de reunificação familiar.

Além disso, existem os casos em que os pais representam um risco às crianças, por seus antecedentes penais, e outras que aguardam a localização dos familiares.

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