Após expulsão de Marcelo Piloto, PCC busca aliado para dominar a fronteira com o Paraguai

Autoridades paraguaias acreditam que o PCC pode se aliar a outro traficante para dominar o tráfico de drogas e armas nas rotas locais.

Marcelo Piloto. Foto: Reprodução
Marcelo Piloto. Foto: Reprodução

Após a prisão e expulsão do narcotraficante Marcelo Piloto, autoridades paraguaias acreditam que o PCC (Primeiro Comando da Capital) pode se aliar a outro traficante influente na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero para dominar o tráfico de drogas e armas nas rotas locais. A informação é do R7.

Segundo a publicação, o grupo paulista pode se aliar ao traficante conhecido como Minotauro para tomar o poder na região de fronteira.

Com um perfil mais violento, Minotauro teria sido eleito para administrar o tráfico de drogas na região. Há um ano, porém, ele disputava poder com um membro do PCC conhecido como Galã. Outro integrante da facção, Levi, conhecido como líder da organização criminosa em Pedro Juan Caballero possuía adversidades com Galã e teria se unido a Minotauro para mata-lo. Hoje, seria o principal aliado do megatraficante.

“A guerra está só começando”, diz uma das fontes locais. Além da atuação dos megatraficantes independentes, fazendeiros donos de roças de maconha também estariam na mira do governo paraguaio. “Existem mais fatores entrando nessa guerra”, afirma sobre a atuação do Exército do Povo Paraguaio que, segundo ele, passaria a cobrar pelo prejuízo no comércio de drogas.

Segundo autoridades policiais, Marcelo Piloto seria aliado da facção criminosa que atua no Rio de Janeiro, o Comando Vermelho. Fontes locais afirmam que a expulsão do traficante enfraquece a atuação do grupo na fronteira.

Extradição

O brasileiro Marcelo Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, acusado de tráfico internacional, falsidade ideológica e homicídios, foi extraditado do Paraguai para o Brasil.

No sábado (17), Marcelo Piloto esfaqueou 17 vezes na cela em que estava uma jovem, de 18 anos, que foi visitá-lo. Autoridades paraguaias acreditam que ele cometeu o crime na tentativa de evitar a extradição para o Brasil.

Piloto foi preso na cidade de Encarnación, no Paraguai, em 2017, após a descoberta que estava usando documentos falsos.