Em 2017, o Brasil emitiu cerca de dois bilhões de toneladas de gás carbônico, uma redução de 2,3% em relação a 2016, quando foram cem milhões de toneladas a mais que o ano anterior.

Os dados são do Observatório do Clima e foram capturados pelo SEEG, Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, da entidade. As emissões diminuíram em consequência da queda de 12% no desmatamento da Amazônia, no ano passado, segundo André Ferreti, coordenador geral do Observatório do Clima. Porém, o resultado poderia ser melhor, se não fosse o aumento da devastação em outro bioma: o cerrado.

Conforme o relatório, o Pará e o Mato Grosso são os estados que mais desmatam no país, tanto a Amazônia como o Cerrado. E o agronegócio é o setor que mais tem contribuído com a destruição dos biomas.

Apesar de 2017 ter registrado redução nas emissões de gases de feito estufa, o resultado positivo não deve se repetir em 2018, para André Ferreti. Isso porque o desmatamento na Amazônia voltou a crescer entre agosto de 2017 e julho de 2018, segundo dados divulgados recentemente pelo governo federal. O aumento foi de 13,7%, o que corresponde a 7.900 km2 de florestas destruídos, a maior taxa desde 2008.

Ainda de acordo com o relatório do Observatório do Clima, o Brasil ocupa a 7ª posição em emissões de gases de feito estufa. É também o país que mais desmata floresta tropical no mundo. O Observatório do Clima é uma rede de organizações não governamentais que atuam no combate às mudanças do clima.