Uma quadrilha foi presa vendendo preservativos usados como novos para hotéis e supermercados, na China. De acordo com a polícia, alguns lotes de camisinhas “recicladas” eram vendidos em embalagens e caixas de uma marca bastante conhecida.

“Nós encontramos os locais de trabalho onde os suspeitos faziam os preservativos nas áreas rurais de Henan e Hebei. Eles eram muito simples. As condições de higiene nesses locais eram muito ruins. Vimos os preservativos que eles estavam fazendo – eles misturaram os preservativos com óleo de silicone em um balde. É algo totalmente abaixo dos padrões oficiais de fabricação”, explica Zheng Xidan, da polícia de Cangnan.

O gerente Chen He diz que esses produtos podem trazer sérios riscos ao consumidor. Em alguns casos, foram encontrados fungos, pequenos remendos e até furos no material. “Normalmente, a fabricação de preservativos envolve a esterilização e testes eletrônicos para buracos e pontos finos”, detalha He, explicando que não havia esse tipo de procedimento na falsa fábrica.

Os preservativos reciclados eram vendidos às lojas por um preço menor do que o de costume, o que fez com que a quadrilha garantisse mais pedidos e, assim, faturasse cerca de R$ 22 milhões.