Fake News. Foto: Reprodução
Fake News. Foto: Reprodução

As tecnologias permitem aos usuários acessar diversas ferramentas importantes para as atividades do dia a dia. Por meio de e-mails corporativos, marcam-se reuniões de trabalho; ao utilizar o WhatsApp, é possível combinar com um colega o melhor horário para almoçar; e para comprar um produto pela internet, é possível reconhecer reviews falsas. Além disso, há outras tantas possibilidades tecnológicas bem importantes em nosso cotidiano, como os veículos de notícias.

A imprensa, antes baseada na divulgação de informações por meio de mídias tradicionais, casos da televisão e do jornal impresso, há um tempo expandiu sua estratégia de comunicação e agora trabalha intensamente nas plataformas digitais, seja em sites próprios dos veículos ou nas redes sociais.

Porém, ao mesmo tempo em que a tecnologia trouxe a possibilidade de qualquer pessoa com acesso à internet divulgar um conteúdo de forma rápida e com amplo alcance, também corroborou para o aumento na velocidade de compartilhamento de notícias falsas — em inglês, as tão populares ‘fake news’.

Durante a última campanha presidencial no Brasil, por exemplo, diversas notícias mentirosas circularam com amplo alcance em todo o país. Com o intuito de prejudicar os candidatos à presidência no segundo turno da eleição, se tornaram populares os mais distintos tipos de falsas informações. A critério de exemplificação, surgiram absurdos como: “Fernando Haddad (PT) cancela aula na USP para comemorar queda das Torres Gêmeas”; ou então: “Mensagem diz que Bolsonaro (PSL) simulou ser vítima de facada para disfarçar câncer”. Em ambas ‘fake news’, a intenção é clara: desinformar o público.

A onda de compartilhamento de notícias falsas, claro, não acabou após o final do pleito em 2018. Pelo contrário, continua de vento em popa, sobre os mais diversos temas, desde a reforma da previdência até a situação na Venezuela.

No entanto, é possível seguir algumas dicas para não se deixar enganar pelas ‘fake news’ sobre a política brasileira; confira 5 técnicas abaixo:

1 – ORIGEM DA FONTE
Antes de sair compartilhando uma notícia recebida em algum grupo de WhatsApp, é muito importante prestar atenção no site em que o conteúdo está hospedado. Se a fonte for confiável, de um veículo sólido e com grande credibilidade, a chance da notícia ser verdadeira é bem maior.

2 – CONSTRUÇÃO DO TEXTO
Diferentemente dos veículos de credibilidade, os sites que espalham ‘fake news’ sobre política nem sempre prezam por uma boa estrutura textual. Isso acontece principalmente porque a intenção do veículo não é informar bem, ou seja, pouco importa se a notícia está confusa; para eles, o mais importante é incentivar o compartilhamento em massa daquele boato.

3 – ATENÇÃO À DATA
Uma determinada informação pode ser verdadeira, porém, a depender da data em que ela for compartilhada, seu teor pode perder assertividade. Por exemplo: “O político X teve a casa roubada nesta segunda-feira”; o parlamentar realmente pode ter perdido alguns bens no roubo, mas isso aconteceu em uma segunda-feira específica, não necessariamente no dia em que o leitor viu a reportagem. Ou seja, antes de compartilhar, é importante prestar atenção na data de publicação da notícia.

4 – CUIDADO COM A URL
Endereços da internet que tenham muitos algarismos estranhos e difíceis de ler devem sofrer desconfiança do leitor; veículos confiáveis prezam pela clareza e boa estruturação de seus endereços digitais.

5 – CONFERIR EM TERCEIROS
Conferir a veracidade de uma notícia recebida confrontando-a com o que foi publicado em outros sites pode ser uma boa estratégia para escapar de ‘fake news’ sobre a política brasileira. Além disso, alguns sites de humor fazem sátiras da condição do país, e devem ser levados com bom humor — e não a sério.