O grupo formado pelas cinco maiores economias emergentes do mundo, o Brics, se encontra nesta sexta-feira (28), em reunião informal, em Osaka, no Japão, no âmbito da 14ª Cúpula do G20. Formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o grupo é atualmente presidido pelo Brasil.

Na presidência de turno do grupo, o Brasil é responsável por coordenar atividades, apresentar iniciativas de cooperação e organizar cerca de cem reuniões, entre elas a que ocorre junto ao G20 em Osaka.

“Os grandes temas prioritários da presidência brasileira são: ciência e tecnologia e inovação, saúde – que é um tema importante para a população de todos os nossos países – e o tema da maior aproximação dos empresários do setor privado com o Novo Banco de Desenvolvimento”, informou o Secretário de Política Externa, Comercial e Econômica do Itamaraty, Norberto Moretti. “É a primeira e única instituição financeira de vocação global criada e controlada não por países desenvolvidos, mas por economias emergentes”, explicou.

Reunião anual

A 11ª Cúpula do Brics ocorrerá em Brasília, entre os dias 13 e 14 de novembro. Todos os líderes confirmaram participação na reunião. Na presidência em 2019, o Brasil terá como prioridade a cooperação intra-agrupamento e as iniciativas que possam fazer diferença na vida dos cidadãos dos países dos Brics, como por exemplo, a instituição do banco de leite materno.

Histórico

O acrônimo “BRICs” originou-se em estudo da Goldman Sachs de 2001 intitulado “Building Better Global Economic BRICs” e se referia a Brasil, Rússia, Índia e China. Em 2006, os quatro países decidiram dar ao conceito expressão política e iniciaram coordenação sobre temas da agenda econômica internacional, o que se intensificou depois da crise econômica de 2008.

A primeira Cúpula do BRICs realizou-se em 2009, em Ecaterimburgo (Rússia). Desde então, os encontros têm sido realizados anualmente. A África do Sul juntou-se em 2011, quando foi incorporado o “S” maiúsculo (BRICS) no nome do grupo.