OMS diz que Brasil ainda não atingiu pico da pandemia do novo coronavírus

OMS afirmou que a situação na América do Sul está 'longe' de ser estável. 'Não acredito que chegamos ao pico da transmissão', disse diretor da OMS.

Brasil teve um dos maiores aumentos de casos de covid-19. Foto: Amazônia Real via Fotos Públicas
Brasil teve um dos maiores aumentos de casos de covid-19. Foto: Amazônia Real via Fotos Públicas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou nesta segunda-feira (1º) através do diretor de emergências, Michael Ryan, que o Brasil foi um dos países com o maior aumento do número de casos de covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, nas últimas 24 horas. Além disso, afirmou que o país está entre aqueles que não chegaram ao pico da transmissão.

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Dos 10 países que reportaram mais casos nesse período, afirmou Ryan, 5 estavam nas Américas: Brasil, Estados Unidos, Peru, Chile e México.

“Os países que tiveram os maiores aumentos, entretanto, foram Brasil, Colômbia, Chile, Peru, México, Bolívia”, disse.

Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da OMS. Foto: Christopher Black/OMS
Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da OMS. Foto: Christopher Black/OMS

“E nós estamos vendo um aumento progressivo de casos diariamente em vários países diferentes”, completou Ryan. “Os países têm tido que trabalhar muito, muito duro para entender a escala de infecção, mas, também, os sistemas de saúde estão começando a ficar sob pressão em toda a região”.

Ryan também afirmou que a situação da pandemia na América do Sul está “longe de ser estável”, e que não acredita que a região tenha chegado ao pico da pandemia. Ele pediu solidariedade aos países da região.

“Há muitas semanas, o mundo estava muito preocupado com o que aconteceria no sul da Ásia ou na África, e, até certo ponto, a situação nesses dois cenários ainda é difícil, mas é estável. Claramente, a situação em muitos países da América do Sul está longe de ser estável. Houve um aumento rápido de casos e aqueles sistemas [de saúde] estão sofrendo cada vez mais pressão”, declarou.