Ministério Público denuncia Alckmin por corrupção e lavagem de dinheiro

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, foi denunciado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral.

Geraldo Alckmin. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Geraldo Alckmin. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, foi denunciado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. A denúncia foi enviada pelo Ministério Público de São Paulo à Justiça Eleitoral. Na semana passada, Alckmin foi indicado após uma investigação com base em informações fornecidas por executivos do Grupo Odebrecht em acordos de colaboração pré-definidos.

Siga o Gazeta do Dia no Google News

O presidente estadual do PSDB de São Paulo, Marco Vilnholi, divulgou uma nota em que afirma ter confiança na “idoneidade” do ex-governador. “40 anos de vida pública, postura de retidão e respeito à lei sem jamais abrir mão dos princípios éticos e seu compromisso em servir”, diz o comunicado.

Alckmin foi governador de São Paulo em dois períodos, entre 2001 e 2006 e de 2011 a 2018.

Defesa

A equipe de defesa de Alckmin afirma que o ex-governador “jamais foi procurado pelas autoridades para manifestar o respeito dos fatos”. Além disso, segundo nota, como conclusão do inquérito são “apressadas” e infundadas ”. “Por isso, confiante na Justiça, [Alckmin] responde aos termos de denúncia, seguro de que não praticou qualquer ilícito, até porque nunca recebeu valores de título de contribuição de campanha eleitoral que ainda não foram declarados”.

José Serra

Na terça-feira (21), o senador José Serra (PSDB-SP) foi alvo de uma nova operação sobre doações ilegais de campanha. A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de prisão e busca e apreensão em endereços ligados ao senador e outras pessoas suspeitas de envolvimento no esquema. Como ações ocorridas na capital paulista, em Brasília, Itatiba (SP) e Itu (SP). Além do mesmo partido de Alckmin, Serra também foi governador de São Paulo (2007-2010).

Segundo o Ministério Púbico de São Paulo, uma investigação é baseada em informações repassadas por pessoas que foram contratadas em 2014 para operacionalizar os pagamentos das doações eleitorais não contabilizadas, em colaboração espontânea com a Justiça. O processo foi remetido pelo Supremo Tribunal Federal à Justiça Eleitoral de São Paulo em 2019.

Na ocasião, Serra afirmou que “jamais poderá obter benefícios indevidos ao longo dos seus 40 anos de vida pública e sempre pautou sua carreira política na lisura e austeridade em relação aos gastos públicos”. Uma nota enfatizada ainda que todas as suas contas de campanha sempre foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.