Coronavírus matou 23 padres e bispos no Brasil, diz relatório

Segundo boletim divulgado pela Comissão Nacional de Presbíteros (CNP), 392 padres foram contaminados pelo novo coronavírus, com registro de 21 mortes.

Segundo boletim divulgado pela Comissão Nacional de Presbíteros (CNP), vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), 392 padres diocesanos foram contaminados pelo novo coronavírus, com registro de 21 mortes. Os dados foram baseados em consulta nas 18 regionais da instituição que congrega os bispos brasileiros e tem como presidente o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo.

A maior parte dos casos está na Regional Norte 2 da CNBB, nos estados do Pará e Amapá, com 58 religiosos contaminados e seis óbitos, totalizando 64 infectados. Em seguida vem a Nordeste 2, com 57 casos e três óbitos, total distribuído entre Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Já na Regional Leste 2, que inclui Minas Gerais e Espírito Santo, não há óbitos, mas há 19 casos positivos, dos quais sete em Minas, nas arquidioceses de BH (quatro), e Montes Claros (um), na Região Norte, e dois na diocese de Luz, no Centro-Oeste.

De acordo com o documento da Comissão Nacional de Presbíteros, a regional Norte 2 da CNBB, que abrange os estados do Pará e Amapá, é a que mais contabiliza infecções de padres por Covid-19 (58). Em segundo lugar está a regional Nordeste 2, que abrange os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, com 57 infectados. A regional Sul 1, que abrange o São Paulo, ocupa o terceiro lugar em número de infectados (38).

Já o Ceará (Nordeste 1), está agora no terceiro lugar da lista com relação ao número de contaminados (41), registrando quatro mortes. Ocupando o sexto lugar, estão Bahia e Sergipe, correspondentes à regional Nordeste 3. São 20 padres infectados. Das 18 regionais da CNBB, apenas na Oeste 1 (Mato Grosso do Sul) não há registro de padre infectado por Covid-19.