OMS vê “estabilização” ou “queda” da covid-19 no Brasil

OMS afirmou que a situação da epidemia de covid-19 no Brasil se estabilizou e apresenta tendência de queda em alguns locais do país.

O Brasil segue em segundo lugar no número de casos e mortes. Foto: Pixabay
OMS vê “estabilização” ou “queda” da covid-19 no Brasil. Foto: Pixabay

Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (21), o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que a situação da epidemia de covid-19 no Brasil se estabilizou e apresenta tendência de queda em alguns locais do país.

Ele reconhece que, em alguns pontos do país, a transmissão continua a ampliar de forma preocupante. Mas que, em geral, há uma “tendência de queda”.

“Mas ainda há um número muito alto de casos e mortes por dia. Em algumas áreas, a quantidade de diagnósticos está diminuindo, mas é um período difícil no Brasil, e é preciso lidar com força e dedicação. A situação parece estar melhorando”, afirmou. Ele elogiou ainda o sistema de saúde e os profissionais da linha de frente, que estão conseguindo garantir atendimento à população.

Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da OMS. Foto: Christopher Black/OMS
Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da OMS. Foto: Christopher Black/OMS

“A questão é: isso é uma pausa? Pode ser mantida? Há uma queda? Há uma clara tendência de queda em muitas regiões. Mas há locais onde está muito presente e instável em sua transmissão”, insistiu o diretor de emergências da OMS.

Para ele, o Brasil em um “período difícil”. “Estamos num momento em que as coisas podem parecer melhor. Mas agora exige uma dedicada e forte estratégia para levar transmissão para baixo”, destacou.

“O país é grande e há áreas que experimentam altas. Mas, de uma forma geral, há tendência de estabilidade ou de queda. Isso precisa continuar”, destacou.

“Há muito a fazer”, insistiu, apontando para uma taxa ainda elevada de testes positivos no país. “Mas o padrão está claro. A questão é se pode ser mantido numa tendência de queda nas próximas semanas”, afirmou.