Padre é acusado de desviar mais de R$ 120 milhões em Goiás

Grupo liderado pelo padre Robson de Oliveira Pereira, presidente da Afipe, teria movimentado cerca de R$ 120 milhões de forma suspeita.

Padre Robson de Oliveira. Foto: Reprodução
Padre Robson de Oliveira. Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) aponta que um grupo liderado pelo padre Robson de Oliveira Pereira, presidente da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), teria movimentado cerca de R$ 120 milhões de forma suspeita.

Conforme a investigação, valores arrecadados de fiéis, majoritariamente para a construção da nova Basília Santuário do Divino Pai Eterno, foram utilizados em benefício próprio e de terceiros. O MP-GO afirma que o imóveis vinculados às associações também eram usados pelo padre e terceiros.

Para o MP-GO, o padre “criou várias associações com a mesma finalidade, endereço e nome, e com inovações e alterações estatutárias que gradativamente lhe deram poder absoluto sobre todo o patrimônio das Afipes”.

Afastamento

O padre Robson de Oliveira pediu afastamento de suas funções no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e na Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). A informação foi confirmada pela Arquidiocese de Goiânia e pela defesa do pároco.

Segundo a nota, assinada por Dom Washington Cruz e pelo padre André Ricardo de Melo, “a Igreja Católica em Goiânia foi surpreendida com a ação do Poder Judiciário e do Ministério Público do Estado de Goiás, em face da Afipe e do padre Robson de Oliveira Pereira”. Ainda no texto, a arquidiocese e a Província dos Missionários Redentoristas de Goiás dizem estar abertas a apurar quaisquer denúncias em desfavor de seus membros.

“Para contribuir com a investigação, o Padre Robson de Oliveira Pereira pediu o afastamento de suas funções (…) até que se esclareçam todos os fatos.” Ele será substituído pelo padre André Ricardo de Melo, provincial dos Missionários Redentoristas de Goiás.

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