Como está o mercado de automóveis durante a pandemia

No geral, em agosto de 2020, 917.259 automóveis de passeio e comerciais leves foram comercializados no país.

O mercado de automóveis durante a pandemia viveu situações bem diferentes. Foto: Pixabay
O mercado de automóveis durante a pandemia viveu situações bem diferentes. Foto: Pixabay

Até março de 2020, a venda de carros usados havia caído 80%. Mas já no segundo trimestre do ano, o mercado de automóveis durante a pandemia registrou números 20% maiores do que no mesmo período de 2019.

Comparando os dados dos financiamentos de carro em julho, o crescimento foi de 10,2% em relação ao mesmo período ano passado.

No geral, em agosto de 2020, 917.259 automóveis de passeio e comerciais leves foram comercializados no país. As informações são da Fenabrave e Tecnobank.

Falamos mais sobre o porquê dessas mudanças logo abaixo. Continue lendo!

O que aconteceu com o mercado de automóveis durante a pandemia?

Primeiro, a partir de março, com a quarentena, houve queda nas vendas. Afinal de contas, muita gente iniciou o trabalho no home office.

Então, possíveis novos compradores adiaram a compra de seus carros, pois não teriam porque utilizá-los.

Até a reabertura do comércio nas cidades, que começou por junho, essa tendência se manteve. Mas com o retorno das atividades, indo além dos serviços essenciais, a venda de veículos teve leve crescimento.

A mudança aconteceu especialmente pelo medo do brasileiro em relação ao transporte público. Nos ônibus, muitas vezes lotados, as chances de contaminação pelo coronavírus são grandes, já que há aglomeração, o contato físico com outros passageiros e superfícies do ônibus etc.

Por causa desse medo, muitos trabalhadores optaram por um carro. Dentro do veículo, sozinho ou com familiares, as chances de contaminação pelo coronavírus são menores.

O movimento aconteceu especialmente quando as pessoas saíram do home office. Ou ainda, quando voltaram a trabalhar, após conseguirem novos empregos ou o retorno do seu contrato de trabalho.

Como ficou o mercado de seguro auto na pandemia? Foto: Pixabay
Como ficou o mercado de seguro auto na pandemia? Foto: Pixabay

Mas vale dizer que em abril, esse crescimento nas vendas já havia começado. Até porque muitos trabalhadores, principalmente os de serviços essenciais, não pararam de atuar na rua.

A compra de um veículo por esses usuários teve o mesmo objetivo de proteção da saúde. Também é preciso dizer que, para recuperar as perdas já previstas, muitas concessionárias aderiram a promoções como descontos no pagamento, parcelamento maior do valor do veículo, juros baixos e mais.

As condições mais atraentes ajudaram muito a recuperação leve, mas gradual, do setor automotivo ao longo do ano. Até porque, quem já planejava comprar um carro, aproveitou a oportunidade.

Como ficou o mercado de seguro auto na pandemia?

Assim como no mercado de automóveis durante a pandemia, o setor de seguros passou por algumas mudanças durante esse período.

Para começar, os preços de seguros de carro caíram até 35% na pandemia. Em média, os novos seguros contratados tiveram custo de R$ 1,7 mil aos segurados.

Além disso, houve um aumento na procura por seguros mais simples, como aqueles que oferecem proteção apenas para roubo e furto.

Essa foi a principal forma que o usuário encontrou de continuar cuidando do seu carro. Até porque, mesmo na quarentena, furtos e roubos continuaram a ser bastante registrados.

Para se ter uma ideia, o índice dessas ocorrências tinha caído entre março e abril. A queda foi de 10,5% e 19,55% nos respectivos meses.

Porém, já em maio houve um aumento de 8,18% nas ocorrências em relação ao mês anterior.

Em junho, o índice cresceu mais 2,13%, e em julho, 10,19%. As informações são do Grupo Tracker.

Vale a pena contratar um seguro auto simples?

Se o uso dos veículos diminuiu por causa da quarentena, protegê-lo contra furtos e roubos parece suficiente, não é mesmo?

De fato, essa é uma proteção eficaz e, principalmente, mais barata que um seguro completo. Mas antes de adotá-la, é preciso refletir.

Afinal, este é um seguro simples, que cobre situações simples. Mas se o carro passar por sinistros como colisão, incêndio, inundação ou outros, a seguradora não cobrirá o prejuízo. Os gastos para conserto, nesses casos, são 100% do usuário.

Outro ponto importante é que alguns seguros para furto e roubo não cobrem todo o valor da tabela Fipe. Ou seja, a indenização paga após um sinistro será menor do que o carro realmente vale na Fipe (que é usada como base para o preço de veículos).

De novo, esse seguro simples pode ser mais do que suficiente. E, sem dúvida, é muito melhor do que nenhuma proteção.

Mas você deve conhecer essas especificidades antes de contratar a proteção, pois assim terá maior segurança sobre com que realmente pode contar.

Pronto! Agora você já sabe mais sobre o mercado de automóveis durante a pandemia, assim como sobre o mercado de seguros.