Jair Bolsonaro indica Marcelo Crivella para ser embaixador na África do Sul

A indicação de Jair Bolsonaro já causa mal-estar entre diplomatas e é vista como uma manobra em benefício do presidente. 

O presidente Jair Bolsonaro e Marcelo Crivella. Foto: Alan Santos/Presidência da República
O presidente Jair Bolsonaro e Marcelo Crivella. Foto: Alan Santos/Presidência da República

Informações dão conta de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) encaminhou ao governo da África do Sul o nome do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos) , para que ele assuma o posto de  embaixador do Brasil no país. A revelação foi feita pelo Correio Braziliense e confirmada à Folha de S. Paulo por um integrante do governo.

A indicação de Bolsonaro já causa mal-estar entre diplomatas e é vista como uma manobra em benefício do presidente.

Ainda não há confirmação oficial da África do Sul sobre o nome de Crivella para o cargo de embaixador, mas o governo sul-africano avalia a proposta em um processo que corre em sigilo. Caso o país africano dê uma resposta positiva, a indicação é oficializada e o ex-prefeito precisará passar por uma sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado. A presidente da comissão, a senadora Kátia Abreu (PP-TO) , informou que só comentará a indicação quando ela for oficializada.

Marcelo Crivella foi preso em 22 de dezembro, denunciado como chefe de um suposto grupo criminoso que teria instituído um esquema de cobrança de propina na prefeitura. Ele chegou a passar uma noite no presídio de Benfica, na zona norte do Rio, mas foi autorizado a cumprir prisão domiciliar no dia seguinte.

Após a denúncia, Crivella foi afastado da prefeitura até o fim de seu mandato. Candidato à reeleição com o apoio de Bolsonaro, ele perdeu a disputa para Eduardo Paes (DEM) . Em fevereiro, a juíza Paula Fernandes Machado, responsável pelo plantão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, expediu alvará de soltura do ex-prefeito. Segundo o tribunal, a magistrada atendeu decisão dada no dia anterior pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

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