Lula critica voto impresso e Carlos Bolsonaro responde: “Qual é o medo?”

O ex-presidente Lula criticou uma eventual mudança para o modelo de 'voto impresso', uma das principais bandeiras de Jair Bolsonaro.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Instituto Lula/Reprodução
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Instituto Lula/Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, na manhã desta terça-feira (6), uma eventual mudança para o modelo de ‘voto impresso’ — uma das principais bandeiras do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Nas redes sociais, o petista disse que adotar o sistema seria “voltar para a época dos dinossauros”.

“Voto impresso é voltar pra época dos dinossauros. Se fosse possível roubar na urna eletrônica, jamais um metalúrgico teria sido eleito presidente da República. Eleição roubada foi a do Bolsonaro, que foi eleito com fake news, sem participar de um único debate”, disse em seu Twitter.

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) — filho 02 do presidente da República — rebateu o argumento de Lula em resposta também nas redes sociais.

“O que há por trás dessa fake news que inventa que voto auditável significa abolir urna eletrônica quando na verdade é apenas um reforço na segurança do voto e mais transparência nas eleições? Por que estão tão desesperados a ponto de mentir descaradamente assim? Qual o medo?”, questionou.

Jair Bolsonaro tem subido o tom em suas  acusações sobre fraudes em urnas eletrônicas — mesmo sem nunca ter apresentado provas ou evidências. O chefe do Executivo já afirmou em mais de uma oportunidade que, havendo aprovação do parlamento, a eleição de 2022 será realizada com voto impresso.

Atualmente, a Câmara dos Deputados discute o tema por meio de uma comissão especial que visa analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, que torna obrigatório o voto impresso.

Nesta segunda-feira (5), o  relator Filipe Barros (PSL-PR) afirmou que a PEC deve ser rejeitada pelos membros da Comissão.

“Havia um ambiente na comissão que apontava um sentido diferente, ou seja, não haveria muita dificuldade de aprovação do relatório. Ocorre que houve uma movimentação externa, encabeçada pelo presidente do TSE (ministro do Supremo Luis Roberto Barroso) e os partidos fecharam questão, trocaram os membros da comissão. Isso embaralhou o jogo. O que era pacífico virou uma dificuldade. Hoje, a tendência é de não aprovação”, revelou o parlamentar em entrevista a rádio Jovem Pan.

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