Bolsonaro diz que só Deus o tira da presidência: “Eu nunca serei preso”

Bolsonaro voltou a pedir a adoção do voto impresso e disse que é inadmissível ter "um sistema eleitoral que não oferece qualquer confiança".

O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizou o seu discurso no ato antidemocrático aos seus apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde desta terça-feira (7). Entre ataques a instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o mandatário criticou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes e voltou a criticar o sistema eleitoral brasileiro. Por fim, declarou que só Deus o tira da cadeira presidencial e disse que “nunca será preso”.

De início, o mandatário voltou a criticar a condução da pandemia do novo coronavírus e afirmou que os brasileiros “passaram por momentos difíceis na pandemia, mas pior do que o vírus foram as ações de governadores e prefeitos” que “tolheram o direito de ir e vir”. A fala foi um ataque às medidas de distanciamento social promovidas nos estados e municípios para combater a proliferação da covid-19 – que já levou quase 585 mil brasileiros a óbito.

Na sequência, o capitão do Exército novamente duvidou da legitimidade das urnas eletrônicas. O presidente voltou a pedir a adoção do voto impresso para as próximas eleições e disse que é inadmissível ter “um sistema eleitoral que não oferece qualquer confiança”.

Sem ter seu nome citado, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, também foi alvo de ataques de Jair Bolsonaro. “Não posso participar de uma farsa como essa patrocinada pelo presidente do TSE. Não é uma pessoa do TSE que vai nos dizer que esse processo é seguro e confiável”.

Bolsonaro esteve acompanhado dos seguintes ministros: Onyx Lorenzoni, do Trabalho; Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura; Fábio Faria, das Comunicações; Luiz Ramos, da Secretaria-Geral da Presidência; Bento Albuquerque, de Minas e Energia; Augusto Heleno, do GSI; Gilson Machado, do Turismo; Milton Ribeiro, da Educação; Joaquim Leite, do Meio Ambiente; e Carlos França, das Relações Exteriores.

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