Paquistão aprova castração química de abusadores sexuais

O Paquistão aprovou uma lei que prevê a castração química como uma das formas de punição para pessoas que cometerem estupros no país.

O Parlamento do Paquistão aprovou nesta quarta-feira (17), uma lei que prevê a castração química como uma das formas de punição para pessoas que cometerem estupros em série no país.

De acordo com um oficial do governo, o projeto que aprovou a castração também determinava a celeridade no julgamento de suspeitos de cometer estupros e entrou em vigor ainda na quarta-feira.

O primeiro-ministro do país, Imran Khan, tinha anunciado ainda em 2020 que queria fazer a penalidade ser instituída nacionalmente por causa do aumento de casos de violência sexual no país.

Uma das ocorrências do tipo que causou comoção nacional foi a violência cometida contra uma mãe que dirigia em uma rodovia sozinha quando foi arrastada para fora do carro e violentada por dois homens sob a mira de uma arma.

De acordo com a ONG We Against Rape (Nós Contra o Estupro), apenas 3% dos suspeitos de violência sexual são condenados no país. A castração química, que é um processo reversível feito com a administração de drogas, já é administrada legalmente em países como Polônia, Coreia do Sul e República Tcheca. Alguns estados dos EUA, que têm legislações independentes, também permitem a pena em responsáveis por estupros.

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