A importância de falar sobre ISTs nas empresas para saúde do indivíduo dentro e fora do trabalho

Abordar ISTs nas empresas é importante para cuidar melhor dos trabalhadores e incentivar a qualidade de vida.

Abordar ISTs nas empresas é importante para cuidar melhor dos trabalhadores e incentivar a qualidade de vida. Saiba mais!

Um dos cuidados que as organizações precisam ter com os colaboradores é com a saúde. A medicina ocupacional visa suprir essa demanda e dentre os muitos assuntos abordados está a ISTs nas empresas.

Não são apenas as doenças ocupacionais que devem ser tratadas. As adquiridas em outros ambientes podem afetar a vida e saúde dos trabalhadores.

Isso faz com que o tema ganhe cada vez mais relevância e passe a ser assunto de debate.

O que são as ISTs?

A sigla IST corresponde a Infecções Sexualmente Transmissíveis. Essa podem ser causadas por microrganismos como vírus e bactérias e a transmissão ocorre principalmente por relações sexuais.

O termo IST passou a ser usado em 2016, sendo um substituto para Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Isso ocorreu para que o foco fosse a infecção e não mais os sintomas. 

Ela pode abranger diversas doenças. A mais citada é o HIV que atinge pouco mais de 920 mil brasileiros. Além delas, é possível citar a herpes genital, sífilis, gonorreia, hepatite B e C e HPV. 

Esses são problemas que possuem tratamento e podem ser controlados, mas são facilmente transmitidos quando não há o uso de preservativo nas relações sexuais. 

Por que falar de ISTs nas empresas?

Existe o questionamento sobre o porquê falar de ISTs nas empresas se não são doenças ocupacionais. As razões para isso são muitas.

Uma delas é ajudar na conscientização e conhecimento. Nem todas as pessoas sabem quais são os riscos de ter uma relação sexual sem preservativo e suas consequências. 

Muitas das doenças transmitidas são pouco conhecidas em relação aos sintomas e consequências.

As organizações buscam melhorar a qualidade de vida de seus funcionários. Deixar eles cientes e mostrar que existe a preocupação é o primeiro passo. Além disso, é possível que a pessoa se mantenha saudável.

Profissionais com boa saúde não precisam se afastar. Consequentemente se reduz o absenteísmo nas equipes. A produtividade não é afetada e os indicadores continuam positivos. 

Além disso, muitas dessas doenças são silenciosas. Elas podem fazer com que a pessoa infeccione outras sem saber.

Um grande problema é que muitas vezes causam depressão e outros problemas psicológicos.  Assim, o indivíduo passa a precisar de ajuda profissional para lidar com a situação e sabendo como conseguir fica bem mais fácil. 

Como falar de ISTs nas empresas?

Falar sobre ISTs nas empresas não é muito fácil. O assunto pode gerar constrangimento se o tema não for abordado da maneira correta.

É preciso expor o tema de forma franca e aberta. Um profissional da saúde que tenha experiência pode facilitar esse processo. É também muito importante ressaltar que as ISTS não são passadas apenas em relações sexuais e abordar essas formas.

O mais importante é trabalhar o assunto de maneira informativa e didática. Todos os públicos devem ser respeitados e a forma como o conhecimento chegará pode ser diversa.

Na SIPAT é um bom momento para falar das ISTs nas empresas, mas não deve ser o único espaço. Durante todo o ano podem ser feitas ações e campanhas. 

Palestras e workshops podem ser boas maneiras de abordar o tema. Além disso, um profissional precisa estar disponível para sanar todas as dúvidas.

Abordar as ISTs de forma descontraída traz resultados, fazer jogos e quizzes que sejam de saúde tem grande relevância. As pessoas se sentem mais soltas e se divertem enquanto entendem a importância do que está sendo debatido 

Como ajudar o trabalhador 

O primeiro passo é ter um espaço para falar do tema dentro da organização. Esse é o momento de conscientização. 

A partir de então muitos colaboradores passarão a buscar cuidados médicos. Ofertar um plano de saúde empresarial facilita que passem por consultas e exames para fazer um diagnóstico. 

A assistência poderá ser usada no acompanhamento e tratamento caso seja detectada alguma doença. Também servirá para buscar ajuda psicológica uma vez que a parte emocional pode estar comprometida.

Distribuir preservativos é uma forma de ajudar a colocar em prática o conhecimento. Dessa forma as pessoas podem se prevenir.

Trabalhar a cultura organizacional é outro ponto. Quando se tem um ambiente com empatia, as pessoas se sentem mais à vontade para relatar seus problemas e buscar ajuda. Sabem que poderão falar sobre ISTs nas empresas sem ser discriminado e que conseguirão orientação quando precisarem.

Abordar a saúde do trabalhador nos mais diferentes aspectos é essencial para melhorar a qualidade de vida. Os profissionais conseguem o suporte que necessitam. 

Além disso, falar sobre ISTs nas empresas traz ganhos para as organizações que têm profissionais mais saudáveis, com menos absenteísmo e mais produtivos.  

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