Balança comercial do Brasil tem superávit de US$ 4,94 bilhões em maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,94 bilhões em maio, resultado de US$ 29,65 bilhões em exportações.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,94 bilhões em maio, resultado de US$ 29,65 bilhões em exportações e US$ 24,70 bilhões em importações. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (13/06) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, atingiu US$ 54,35 bilhões, com alta de 18,3%.

Em maio, as exportações tiveram crescimento de 8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as importações cresceram 33,5%. A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, atingiu US$ 54,35 bilhões, com alta de 18,3%.

“O efeito de preço tanto na exportação quanto na importação levou o resultado do mês de maio a recordes em valor exportado e importado e, consequentemente, da corrente de comércio. É o maior valor em termos de comércio exterior para a série histórica do Brasil. Chegamos aí a praticamente US$ 30 bilhões em receita de exportação e praticamente US$ 25 bilhões em importação. E é um valor inédito para todos os meses, não só para meses de maio”, disse o subsecretário de inteligência e estatísticas de comércio exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão.

No acumulado do ano, de janeiro a maio, em comparação a igual período do ano anterior, as exportações cresceram 20,3% e somaram US$ 131,09 bilhões. As importações cresceram 29,0% e totalizaram US$ 105,96 bilhões.

Exportações

Em maio, na comparação pela média diária de exportações, o setor da agropecuária teve crescimento de 0,2%, a indústria extrativa registrou queda de 4,5% e a indústria de transformação teve alta de 19,4%. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas de produtos como milho não moído, exceto milho doce; minérios de níquel e seus concentrados; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; e farelos de soja e outros alimentos para animais.

Alguns produtos registraram diminuição nas vendas como frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas, minério de ferro e seus concentrados e açúcares e melaços.

Importações

O desempenho das importações por setor de atividade econômica, em maio, foi de crescimento de 14,5% na agropecuária, de 74,8% na indústria extrativa e alta de 32,0% na indústria de transformação. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos produtos como frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas; carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado; óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos); e adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos).

Entre os produtos que tiveram redução nas importações estão o arroz com casca, soja, minério de ferro e seus concentrados e alumínio.

Parceiros comerciais

A balança comercial com China, Hong Kong e Macau apresentou superávit de US$ 3,86 bilhões e a corrente de comércio diminuiu 4,0%, alcançando US$ 13,20 bilhões. Com a Argentina, o superávit foi de US$ 0,24 bilhões e a corrente de comércio aumentou 34,5% alcançando US$ 2,69 bilhões. Já a balança comercial com a União Europeia resultou num superávit de US$ 1,09 bilhões e a corrente de comércio aumentou 32,6%, alcançando US$ 8,90 bilhões.

Na contramão, foi o resultado das trocas comerciais com os Estados Unidos que resultou num déficit de US$ 1,79 bilhões e a corrente de comércio registrou aumento de 38,3%, alcançando US$ 7,97 bilhões.

Balança comercial

A balança comercial é o conjunto de dados do comércio exterior do Brasil que são divulgados mensalmente pelo Governo Federal. Os números indicam a diferença entre as exportações e importações, seja do mês ou do ano.

Em 2021, a balança comercial brasileira fechou o ano com superávit de US$ 61 bilhões. Isso significa que o país vendeu mais ao exterior do que comprou, ou seja, recebeu mais dinheiro enviando seus produtos do que gastou comprando mercadorias de outros países.

Quando o inverso acontece, a compra de produtos de fora supera o que o país vendeu no mercado externo, ocorre o déficit. Nesse caso, o país acaba criando uma dívida, já que teve que enviar mais dólares ao exterior do que recebeu.

O equilíbrio ocorre quando os valores de importação e exportação são equivalentes, deixando o saldo do país estável.

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