‘Uma das gasolinas mais baratas do mundo é a nossa’, diz Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, no último sábado (12), que a gasolina brasileira é "uma das mais baratas do mundo".

Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR
Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

Após a Justiça dar 72 horas ao governo para que explique o aumento do preço dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, no último sábado (12), que a gasolina brasileira é “uma das mais baratas do mundo”. A declaração foi feita durante o Congresso Brasil Profundo, evento organizado pelo Instituto Conservador-Liberal e pelos movimentos de direita em Londrina, no Paraná. Bolsonaro participou por videoconferência.

“Temos problemas no momento, como inflação, sim, aumento dos combustíveis, mas, infelizmente, isso acontece no mundo todo. Estamos dando o melhor de nós. Quem pesquisa e vê sabe que uma das gasolinas mais baratas do mundo é a nossa. Nós também estamos sofrendo, mas não tanto quanto outros povos aí fora”, declarou Bolsonaro.

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O presidente aproveitou a ocasião para reiterar que sancionou, na última sexta-feira (11), o projeto de lei que fixa a cobrança de ICMS para combustíveis e zera o PIS/Cofins para óleo diesel, assim como já tinha sido feito com o gás de cozinha desde o início do ano passado.

“Abrimos mão de impostos, assim com abrimos mão do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] na indústria automobilística. Vamos fazendo cada vez mais. Apelamos aos governadores que trilhem nosso caminho, sabemos que tem governador interessado em atenuar esses problemas nos estados. O sacrifício tem que ser de todos. É abrir mão de arrecadação agora, assim todos nós lucramos”, defendeu.

Reajuste da gasolina

Após 57 dias sem reajustes, a Petrobras decidiu aumentar seus preços de venda de gasolina e diesel às distribuidoras. Os novos valores começaram a valer na sexta-feira (11).

A gasolina da Petrobras ficou 18% mais cara para as distribuidoras, enquanto o diesel teve aumento maior, de 25%. O GLP também foi reajustado, ficando 16% mais pesado na conta. O preço final ao consumidor depende da política de cada revendedor e dos postos.