Radialista é morto com 8 tiros na fronteira de Mato Grosso do Sul

O radialista e jornalista paraguaio Humberto Coronel foi morto a tiros, enquanto saia da rádio onde trabalhava, em Pedro Juan Caballero.

O radialista e jornalista paraguaio Humberto Coronel foi morto a tiros na tarde desta terça-feira (6), enquanto saia da rádio onde trabalhava, em Pedro Juan Caballero, cidade separada por uma rua de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul.

O profissional foi morto quando abria a porta do carro. Um pistoleiro, em uma moto se aproxima e dispara varias vezes contra ele.

Humberto Coronel foi ferido com oito tiros e morreu ainda no local.

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Ameaças sofridas

De acordo com a imprensa local, em junho deste ano a  vítima havia denunciado ameaçadas de morte pelas informações que  sofreu junto com seu colega Gustavo Baéz. A rádio onde Humberto trabalhava pertence a família do ex-prefeito de Pedro Juan, José Carlos Acevedo, morto após atentado.

Histórico da fronteira

Nos últimos 30 anos, segundo jornais paraguaios, pelo menos 20 jornalistas foram executados no país vizinho – a maioria na fronteira com Mato Grosso do Sul. A estatística parte de 1991, quando foi assassinado em Pedro Juan Caballero o lendário repórter Santiago Leguizamón.

Outros conhecidos na linha internacional que tombaram no exercício da profissão estão Pablo Medina, morto com sua ajudante Antonia Almada em Curuguaty em 2014, e Lourenço Veras, o Léo, executado em sua casa em fevereiro de 2020, em Pedro Juan Caballero.

Candido Figueredo, repórter do Jornal ABC Color em Pedro Juan, viveu por vários anos sob proteção policial após sofrer seguidas ameaças de morte vindas do crime organizado. Atualmente ele mora com a família nos Estados Unidos.

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