Fintechs prometem facilitar o acesso ao crédito empresarial em 2019

A efetiva recuperação econômica do Brasil ‒ a refletir-se na variação positiva do PIB em 2019 e 2020 ‒ depende grandemente do acesso ao crédito por parte de empreendedores e empresas. As “fintechs” participam ativamente no cotidiano financeiro das empresas brasileiras e podem ser a grande esperança para a democratização do acesso às linhas de crédito atualmente disponíveis no mercado.

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Pessoa segurando um smartphone sobre uma mesa ( Photo by rawpixel on Unsplash )

Até então, o processo [de obtenção de empréstimos] era custoso e inefetivo através das consultorias ou excessivamente moroso e difícil junto aos bancos.

São Paulo, SP., 12/03/2019 –

 

Após quase cinco anos de recessão, 2019 parece apresentar esperanças significativamente concretas à economia brasileira. Segundo o Boletim Focus, do Banco Central, as expectativas de crescimento (pautadas na variação do PIB) são de 2,28% para o ano em curso ‒ mesmo depois da modesta variação de 1,1% consecutivamente nos anos de 2017 e 2018 ‒ e 2,80% para 2020.

No entanto, para melhor assinalar a recuperação da economia nacional, o Banco Central do Brasil apresenta variações positivas em uma métrica muito mais impactante para o empresariado brasileiro: o saldo das operações de crédito (a empresas), que, pela primeira vez em três anos, vem registrando valores superiores aos de dezembro de 2015 ‒ demonstrando novo fôlego ao setor privado e, consequentemente, uma lenta porém efetiva recuperação orgânica da economia.

Essa expansão no crédito empresarial, todavia, ainda não se manifesta acessível a todos. Em pesquisa realizada pelo SEBRAE Nacional (em agosto de 2018), apenas 14% dos 6.000 empresários entrevistados afirmou ter obtido algum empréstimo nos últimos 6 meses para o financiamento de seus negócios ‒ o menor percentual desde 2015. Os motivos, segundo a opinião dos entrevistados:  taxas de juros muito altas (47%), falta de avalistas ou garantias (36%) e falta de documentação (22%).

 

As Fintechs e A Democratização dos Serviços Financeiros

Como reação às dificuldades apontadas, surgiram, ao longo da última década, as fintechs: startups dedicadas a inovar em serviços financeiros através do emprego de novas tecnologias e processos. E, com as fintechs, um novo cenário para as empresas e suas finanças.

Atualmente, sem obstáculos burocráticos ou custos expressivos, a maioria das empresas está apta a acessar serviços de qualidade premium ‒ até então inacessíveis à maior parte das MPEs.

É o caso das soluções de cobrança do PagSeguro, das contas empresariais de bancos digitais como Inter ou Neon (sem cobrança de “pacotes de serviços”) ou, ainda, da gestão contábil online provida por startups como Contabilizei ou Conta Azul. Empresas como a Kria tornaram o “equity crowdfunding” (investimento coletivo) acessíveis à maior parte dos brasileiros e startups como Nexoos, Kavod e Biva ‒ cada uma com suas peculiaridades ‒ tornam populares o “peer-to-peer lending” (empréstimo coletivo online). Até mesmo serviços como a antecipação de recebíveis foram revisitados por fintechs como TrustHub, Antecipa.com e Weel, permitindo maior flexibilidade ao fluxo de caixa das empresas atendidas.

De acordo com pesquisa realizada pela parceria SEBRAE-ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs), 35% das 295 empresas entrevistadas mantêm foco exclusivo B2B e 84% têm interesse em desenvolver produtos e serviços específicos para os pequenos negócios.

 

O Acesso às Linhas de Crédito através das Fintechs

Apostando no aquecimento da economia e na imensa diversidade de produtos atualmente disponíveis, algumas empresas já operam a consolidação de soluções financeiras, atuando na intermediação entre a demanda de seus clientes e fornecedores selecionados. É o caso da paulistana Cabedal, consolidadora centrada na assessoria em crédito empresarial que aproxima seus clientes de linhas de crédito provenientes de bancos de desenvolvimento (BNDES, BNB, BASA, BRDE), bancos estatais, bancos privados e fundos internacionais.

Com representantes em 12 estados brasileiros e parceria com dezenas de instituições financeiras, a assessoria presta auxílio presencial e personalizado a seus clientes na seleção das fontes de recursos mais adequadas, análise documental e orientação na execução de seus projetos de captação de fundos: sem taxas de consultoria, mensalidades ou tomada de equity.

Segundo Mylena Avelino, diretora executiva da Cabedal, “até então, o processo era custoso e inefetivo através de consultorias ou excessivamente moroso e difícil junto aos bancos”. A iniciativa pretende preencher essa lacuna, apresentando acesso, praticidade e índices de sucesso ainda inéditas no mercado.

Um dos primeiros a conhecer os serviço da empresa, Edmundo Monteiro Filho, do Grupo Feed Construções, relata “a assessoria é presente, envolvida e, de forma simples e sem economês, busca entender nossas necessidades, oferecer soluções e estratégias que permitem acesso fácil a opções de crédito, com segurança e tranquilidade e, ainda, acompanhar a gestão racional do emprego desses recursos”. Para a Cabedal, cobrar suas comissões exclusivamente no êxito das operações é um atestado de transparência e compromisso da assessoria junto a seus clientes – uma prática que se assemelha à já conduzida por bancos digitais como Nubank e Neon.

Corroborando o sucesso das fintechs ‒ e contribuindo para as metas de crescimento do PIB nacional para 2020 ‒, a Cabedal pretende alcançar 1 bi captados até o final do ano destinados a 150 novos clientes. Nesse sentido, e objetivando facilitar ainda mais o acesso ao crédito, a empresa investe em atendimento e inteligência artificial (através do site https://www.cabedalfinancial.com.br), além de segmentar seus clientes entre empresas dos setores indústria, agronegócio e TI com faturamento acima de 4M e demandas de crédito superiores a 1M.

Website: https://www.cabedalfinancial.com.br